quinta-feira, 2 de julho de 2009

DIA 30/06/2009, ÚLTIMO ENCONTRO DA PRIMEIRA ETAPA DO GESTAR II, TURMAS DE SÁBADO E DA SEMANA.

Nosso último encontro da primeira etapa do Gestar II aconteceu dia 30/06/09, na escola São Paulo onde pela primeira vez unimos as turmas, de sábado e da semana e iniciamos o TP5, que trata da estilística, coesão, coerência e as relações lógicas do texto.



Para o chamado acolhimento usamos o vídeo o "voo dos gansos" que trata da união do grupo por que unidos uns aos outros os resutados serão melhores, será mais fácil e agradável alcançarmos as metas, compartilharmos lideranças, respeitarmos mutuamente o tempo todo, dividir os problemas, reunir habilidades e capacidades, combinar dons, talentos e recursos, tudo isso e muito mais é a cara do grupo que participa do Gestar II em Ananindeua.



Para leitura reflexiva foi usado o texto " O Professor como Profissional Reflexivo", cujo primeiro parágrafo aguça mudança, "Pensar é começar a mudar. Todo ser, porque é imperfeito, é passível de mudança, progresso, aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de uma reflexão sobre si mesmo e suas ações. A avaliação da prática leva a descobrir falhas e possibilidades de melhoria. Quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional.
Iniciamos a discussão falando de estilo, que segundo Othon, (p.103) " estilo é tudo aquilo que individualiza obra criada pelo homem, como resultado de um esforço mental, de uma elaboração do espírito, traduzido em ideias, imagens, ou formas concretas", ou seja, o modo pessoal de fazer algo, conjunto de caractrística de um objeto, de uma época, elegância no jeito de se vestir ou se comportar.
No domínio da linguagem estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante, nesse caso, é a expressão de uma experiência individual, pode ligar- se as intenções do falante, a emoção e a afetividade.

A estilística estuda a linguagem que é todo sistema organizado de signos, que serve como meio de comunicação entre os indivíduos, daí termos a linguagem verbal e a não- verbal.

A linguagem permite um grau de liberdade que se manifesta no estilo, no idioleto, isto é, na linguagem de cada indivíduo, com o conjunto de marcas pessoais que constituem sua fala. E para ilustrar a fala individual foi lido "Cada um é cada um", TP5 P.16 "trem de ferro", TP5 P. 18,19 20, onde os cursistas puderam colocar em prática o estilo. Para descontrair usamos a dinâmica "emoção e diversão", para esta dinâmica escolhemos uma música conhecida que foi cantada e logo depois uma caixinha que continha vários estilos e emoções como:raiva, tristeza dor, alegria, gagueira e outros... foi passando de mão em mão e a pessoa que ficasse com ela quando a música parasse representaria o estilo indicado pelo papel escolhido, foi muito divertido.

Quanto aos recursos expressivos ligados ao som e à palavra os grupos elaboraram textos criativos. O aspecto lúdico das palavras fez os grupos darem muitas risadas.



Antes do filme " Os narradores de Javé" aplicamos a dinâmica "Entrevista musical". foi um sucesso todos cantaram com a alma, pois eram músicas conhecidas e alegres

Após o filme entregamos aos cursistas um "porta tudo" de cerâmica marajoara, um cd com as atividades da primeira etapa TPs 3 , 4, 5, sorteamos um livro doado pela cursista Raquel "Letramento Emancipatório: educação rural e ensino de língua portuguesa" autor: Samuel Pereira Campos.





Ao final do encontro da primeira etapa do Gestar II tivemos a presença da Diretora de ensino de Ananindeua "Profª Edilza" e das coordenadoras do Gestar II em Anindeua-Pa "Professoras Sandra Helena e Maridelma Ferreira". E no final marcamos o primeiro encontro da segunda etapa para o dia 08/08/2009 (sábado) e 10/08/2009 (segunda-feira).




Boas Férias.... Até o próximo encontro!

domingo, 28 de junho de 2009

Encontros dos dias 20/06 (sábado) e 25/06 (quinta - feira)

Netes encontros trabalhamos o TP 4, o qual tem como objetivo sistematizar e aprofundar as reflexões sobre letramento e o processo de leitura e desenvolver a leitura e a prática dos cursistas com relação ao trabalho com textos .

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Cursistas discutindo sobre letramento.

O tema "letramento" na versão nova da palavra, busca compreender as implicações da escrita no mundo social, uma vez que não basta saber ler e escrever, mas responder às práticas do dia -a -dia nas várias situações.
Com relação à nova concepção a escritora Mary Kato em 1986 em seu livro "No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística"usou o termo "novo" pela primeira vez, sendo logo seguida por outros, principalmente no campo da educação.

Neste sentido, letramento é uma tarefa altamente controversa, o que significa que a formulação de uma definição que possa ser aceita sem restrições parece impossível, por isso os vários conceitos de Kleiman, Soares, Ribeiro, Marcuschi causaram uma discussão excelente, assim como
os estudiosos se preocuparam em conceituar e compreender, a relevância do letramento para a inserção social e cultural do indivíduo em uma sociedade, considerando os diferentes níveis em que ele ocorre, nossos cursistas entenderam que letramento agora está voltado ao uso das funções que tem os diversos textos na sociedade, ou seja , o conhecimento de mundo, pois uma pessoa pode não ser alfabetizada , mas letrada, já que convive em uma sociedade e muitas vezes esta pessoa tem uma oratória tão boa que lhe dá condições de se integrar em grupos políticos, comunitários, religiosos... o que foi muito bem exemplificado com citações de familiares, também houve a conscientização de que muitos professores deixam de lado o conhecimento prévio e que este tem que ser valorizado, por isso houve a reflexão de que os textos que não eram usados em sala de aula como placas, faixas, autdoors, letreiros de ônibus, contas a pagar, receitas culinárias, piadas, bula de remédios,cartum e outros... passarão a fazer parte do currículo do aluno, uma vez que, são práticas sociais de leitura e escrita presentes no cotidiano, as quais contribuem para que o aluno desenvolva a habilidade de codificar a língua e compreedê-la em seu contexto, variando de intensidade em função desse uso, desta forma o desafio da escola é ensinar o código escrito, habilitando o aluno a usar a escrita em atividades comunicativas e culturais e a compreender o mundo de forma crítica e contextualizada , desta forma a escola tem que se preocupar com a leitura, como atividade essencialmente ligada a escrita, mostrar que há vários tipos de leitura e que cada texto requer um tipo de entonação de voz , ou seja, que a leitura de uma poesia não é a mesma que de uma piada, de um salmo, da leitura de um problema de matemática e por esta razão a escola precisa capacitar o aluno a uma leitura expressiva de acordo com objetivo do texto, assim como dar oportunidade ao aluno de treinar para realizar uma boa leitura .
Para esta prática de leitura realizamos uma dinâmica onde selecionamos vários textos em diferentes suportes e objetivos como: poesias, piadas, salmos, adivinhações, programa esportivo, jornalísticos, propagandas e outros..., os cursistas após um leitura individual executarm a dinâmica com entusiasmo e refletiram que é preciso motivar o aluno para leitura expressiva.



Cursistas desenvolvendo a dinâmica de leitura expressiva. segundo a cursista Helena Viana (foto de nº 4) um aluno fez a leitura de um poema sem entusiasmo, porém quando ela o incentivou, mostrou-lhe como fazer a leitura, o que o fez ler com entusiasmo.

Embora haja diferentes concepções sobre o letramento, estas estão interligadas por meio de um eixo norteador dos estudos, que são as diferentes práticas sociais da leitura e da escrita presentes no cotidiano do indivíduo, as quais são denominadas de "eventos de letramentos".no entanto, não basta apenas estar em contato com os diferentes eventos, é preciso que estes tenham um uso funcional no cotidiano. Esse uso funcional da leitura e da escrita inserem culturalmente o indivíduo em uma sociedade letrada (Kleiman,1995). Podemos então dizer que as diferentes práticas de letramento presentes no cotidiano do indivíduo, contribuem para que ele desenvolva a habilidade de codificar a língua escrita e de compreedê-la em seu contexto, variando de intensidade em função desse uso. Essa variação é decorrente da familiaridade do indivíduo com as práticas sociais da escrita no cotidiano e determinam os diferentes níveis de letramento.
Entendemos que os níveis de letramentos estão relacionados não apenas com as práticas sociais, mas também com as práticas escolares, particularmente de leitura que é um meio de conhecimento e compreensão de uma realidade social que ultrapassa a ideia de simplesmente codificar símbolos gráficos.
É através da leitura que o indivíduo constrói uma visão reflexiva e crítica da realidade na qual está inserido. Essa nova visão de leitura é descrita pelos parâmetros currículares, em que propõem uma articulação entre as práticas de leitura escolar e as práticas sociais para que o aluno aprenda de forma contextualizada e desenvolva a crítica ao ler o mundo e ao escrever sobre ele. Esse é o grande desafio da escola.
Para ilustrar a leitura reflexiva e crítica da realidade na qual o indivíduo está inserido, usamos o texto "Circuito fechado" de Ricardo Ramos e cada pessoa após leitura expressiva, desenhou e depois redigiu um texto enigmático.



Os alunos e cursistas gostaram de refletir sobre as atividades que praticam, lugares por onde passam, o que observam... Esta tarefa foi de grande aceitação porque deu oportunidade de reflexão e crítica sobre si mesmo e o meio em que estão inseridos. Explorou a oralidade e a criatividade.



Outras práticas sociais foram trabalhadas como: bula de remédio, carta, convite, propaganda, embalagem, música e outras.. Dentro da realidade do aluno e estes estão mudando a postura em sala de aula, uma vez que, ficam orgulhosos em saber que o professor levará os trabalhos de pesquisa para outras pessoas observarem e os próprios alunos são vistos com outros olhos pelos colegas de escola e isso é muito bom para a educação de Ananindeua